Archive for Julho 2011

Drama


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vai,
e se eu disser que toda vez que
deduzi estava certo,
o que ganhamos com isso afinal?
semente más, mal florescem, é pecado duvidar,
é pequeno comparar e inútil discordar.
olhamos pra dentro e nos vemos em nós
depois de cada 'após', fez jus toda
 incompensada  discórdia
faz-se bem fechar os olhos e sufocar
ao que não nos faz bem
ir mais além até não precisar lembrar.
Mas por enquanto eu vou deitar,
pensando no pouco que pôde explicar
no desafio contraste e ranger do olhar,
cedo pra voltar, tarde pra saber,
difícil de imaginar confuso de entender
Acostumar-se somente com o Mel Faz o
Fel amargar bem mais no fim, é assim.

O que Mais Posso Dizer


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tem vezes que acordo e olho para a janela sem saber ao certo que horas são 
tem vezes que não chove, faz frio, e ninguém que você quer te liga, 
existem momentos que a gente simplesmente não se sente capaz o suficiente 
de encarar o passado de alguém de frente, ou plantar sementes de presente, 
a vida nos trás de certa forma pra um plano onde a gente não tem certeza de quase nada, 
e já é madrugada, o dia passa um pouco sem graça, é tanta coisa pra pular 
tanto medo de conquistar, firmar a mente nos sonhos, se definir verdadeiramente capaz, 
e ser fugaz confiante, merecer cada instante, é difícil demais. 
as vezes ficamos sem palavras pra definir exatamente pelo fato de estarmos 
Mais do que podemos suportar, e como é bom olhar pra si sem querer fingir.
sonhos vem e vão, a gente deixa passar o que não consegue abraçar com as pernas 
o que a gente de fato não define inteiramente nosso, e o que fica é que te mantém 
ainda aqui, com vazio relâmpago, ou gostinho de ingratidão pelas frases que não disse 
naqueles momentos que nunca esteve, arrancar o passado de quem você ama 
como se só existisse presente, ser o mais constante e ardente, na obrigação de ser 
o melhor que ela já viu, viver por um fio, é até fácil amar, mas não é a primeira vez 
que venho aqui e digo que não vale a pena pensar.
é tudo que eu quero ser, cresci o suficiente pra saber que a vida passa sem a gente ver 
e é quem não vive em vão que tem razão, quando tenho um colírio pro meu ser, 
meu real abrigo, tanto quanto eu queria ser, quando enciumado, retardado ou sem forças 
mais uma vez me pego na insegurança, e na luta de ser o melhor que ela já viu, 
sem mais, nem meio mais, quase sempre sou capaz, mas as vezes sei lá, só te amo 
pronto e acabou. 
esse sou eu.