Archive for Maio 2011

Parece Que Foi Ontem


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Nasci faltando um mês, cresci até os seis
me movi até cansar, nunca soube ter um par 
De saí pra ser amante, nunca quis ser mais constante 
entrelinhas calmamente para mais estradas e pouca mente

Vivi por mais de casos, construí pequenos laços 
me servi de ingratidão até não ter mais obrigação
De saber por que eu faço, deitar em cada braço
e revogar o Karma de ser um alvo, nasci para um dia ser salvo

Salvo de mim ou de toda ignorância, Salvo da culpa ou da eterna Vingança

Mereci cada tropeço efeito inevitável,
reconstruí cada caminho supostamente afável
rê-ergui por pouco e refiz
estrago à calma de ser feliz

Nasci para me perder mais uma vez
e cresci sete anos a cada mês
saí com o risco de te encontrar por aí
sorrir, encostar e colidir;

Salvo de mim ou de toda ignorância, Salvo da culpa ou da eterna Vingança

Eu nasci pra ser salvo de mim por você
e subitamente te salvar assim sem querer
saí com o risco de te encontrar por aí
sonhava ser salvo por você e consegui.

Sobre tudo que já cantaram de vazio.


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  Eu entro sozinho no frio, tranco a porta pelo lado de dentro, é tanto desalento, 
acendo a luz e no fim do clarão não encontro mais ninguém, além da mobília antiga 
que dorme a sala, são só pra me lembrar que uma madrugada a mais se foi, acabou e é
Mais um Fim a se colecionar, e sabe lá a quantos quilômetros isso vai enquanto essa brisa 
Me distrai, o cheiro de domingo fica em mim, e tão afim através desse tropeção onde 
deito sem alguém ao lado, '' Ai meu deus'' tá explicado. 
 Mais frio que outrora, a noite longa desdobra, o tempo é relativo quando não se tem 
aquele sorriso de manhã, o quarto desarrumado um coração organizado, mil e uma 
historias de vilão, as Musicas que definem presente, o seu olhar ardente, pranto de satisfação 
pirraçando pra não acabar, ELO pra uma só alma. Ok, não quero pensar que aquele robô azul
levou um pedaço de mim que me deixa mais feliz, foi por um triz, vinte e cinco horas e meia 
que deveriam eternizar, completamente vago apesar de marcado, é segredo inefável. 
 Contas e planos pra mais de um mês, são tantos cortes mas nas entrelinhas perceba minha
alegria, completamente relaxado sem nenhum outro vício, só o resquício desse bem-mal. 
fez-se mar, o que mais haveria de ser, se não me prender a essa constante e inalterável paixão, 
acordei assustado mais de uma vez, tentei contar até três abrir o olho e enxergar você,
que não deveria se despedir, nunca. Sem conclusão ou coesão eu tento encerrar, 
mas como essa carta, espero que você em mim nunca tenha fim. Sou eu cansado com sono, 
esgotado, e sem você aqui, é Bem mais DIFÍCIL sorrir. Renego NOSSA constância 
constatada pra expressar minha mera saudade, és mais que amor e certeza. 

''era melhor ouvir seus gritos pela casa, e as roupas jogadas pelo chão, Tudo que eu sempre 
quis dizer, Você deitada aqui ''


Hibridismo


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Juntos somos o que ninguém consegue explicar ao certo 
a perfeição do incerto Yin e yang dois modos diferentes 

embaralhar de duas vidas, e tentativa seleta e amarga de viver, 
viver sonhos apagar lembranças e levar connosco duas vidas 
parecidas nas diferenças, semelhantes nos erros, iguais. 

Contemplação, contradição, nos segredos que escapam 
nas tentativas frustradas de agir naturalmente, quando até
o mundo, ele todo percebe que nascemos para nos encontrar, 
pra findar a busca, pra firmar em cada segundo sensato um ano. 

e cada respirar, três semanas em cada jura, os melhores que você já viu. 
Na explosão dos hormonios, no encaixe perfeito e sintonia, 
Na prova fiel que destino existe, ficamos aqui de pé, de mãos dadas
olhando pra vocês de longe, sem fazer esforço nenhum pra constatar 
que não se pode evitar, que estamos aqui pra ser um só.

E dado esse nó, a sós ou em meio a multidão, somos a escassez de razão 
na efemeridade que a vida nos proporciona, a zebra do século vinte e um 
o tapa na cara do senso comum, pois nos gostamos pelas semelhanças 
e nos respeitamos pelas nossas diferenças, você vai dormir sem entender
mas não somos nós quem vamos explicar, e nem adianta desviar o olhar 
nós somos todos os sonhos que ninguém conseguiu viver.

e pra mais de seis bilhões nós somos o 'um', O amor. 


Saudade


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É besteira pensar, né? Me refiro a você como um sonho bom 
e meu ser flutua sobre mentiras e devaneios, em verdades
súbitas, ciuminho, utopias de querer, três dias já se vão,
e com eles tanta angustia de saber que não sei nada. 
Nada que traga solução, é que noite fria combina com nostalgia
e quase nunca tem café quente. Seu sorriso é tão presente como 
todo último adeus.
Que drama! mas cada despedida parece um fim 
meio desesperador, fico tentando dizer que não digo nada ao vento 
um pouco alheio de todo recomeço. Tropeço nessa palidez quase cinza
esquivo da mente ausente que tão somente só faz doer.
Desacerto, totalmente justificável, eu pretendo pegar leve dessa vez
quando chegar. E ser mais pra ti do que pra mim. 
O peso no peito invade, a esperança, vem e gela as mãos e nesse 
bálsamo em meio a lástima e sofreguidão, que fervor, 
Bate na madeira! quanto pessimismo, moleque,
fé proveniente de calma, calma necessita de polidez,
Romance precisa de saudade, saudade só vale quando é amor, 
E amor não seria amor, se não fosse você. Agora eu posso deitar.
então me diz quando é que eu vou te ver e aonde eu posso te encontrar.

O Astronauta


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Vivendo em pedaços, armaduras nos braços
eu sigo sem chão
E me perco no espaço, segurando o mormaço
de tanta solidão.

Ao Infinito e Além


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assiduidade na mais perfeita e complexa simplicidade,
é que cheguei com vontade de cantar, sobre o que me fez
desaguar tantos vestígios de que só quem vê não crê que mudei
mudei em tudo.
e organizei minhas camisas por cor, alinhei os sapatos na
vertical, tentando me definir o tal, organizado, e disfarçando
ao extremo que vi você, e quis saber ao certo o que é concreto
agora eu estou aqui, mania de limpeza, talheres na mesa, e é
isso aí, mas não é nisso que penso, AH preciso parar de pensar
e eu não vou meter os pés pelas mãos, DESSA VEZ NÃO,
me ilumine então, traz consigo todo abrigo sem eu precisar gritar
como fez, lhe devo e ofereço mais, enquanto faço barulho
tentando tirar a poeira de debaixo do sofá, tento me constatar
que és tu quem fez, meu peito arder de vez, até não caber mais.
Adeus e comemoro, e conto pra todos que és meu troféu, és meu tudo,
meu céu, teu semblante e teu abraço intenso que me atrapalha jogar,
ok, acabei de arrumar, sem nenhum engano imenso,
agora sento aqui e começo a pensar, AH se estivesse aqui,
não tem mais nada pra ajeitar, a não ser meu travesseiro
Pra mais perto do teu, esperar pra que passe todo esse breu
e eu possa outra vez enfim, te esperar pra narrar, e no
estrago que isso tudo faz, na beleza que me satisfaz,
te amar, até o 'sem fim' chegar.